O QueroFicarRico se mudou!

Você será redirecionado em 6 segundos. Caso contrário, visite
http://queroficarrico.com/blog/
e atualize seus favoritos.

domingo, 28 de setembro de 2008

Novo QueroFicarRico

O blog mudou de cara, mas o QueroFicarRico continua o mesmo. Estamos agora no endereço: www.queroficarrico.com

Quem sempre acessou o blog pelo endereço www.queroficarrico.net, pelos nossos feeds ou pelo e-mail, continuarão acessando sem problemas.

Mas quem acessava pelo Blogspot [queroficarrico.blogspot.com] deverá atualizar seus favoritos para o novo endereço, pois abrigaremos aqui apenas os arquivos.

Resumindo: para acessarem o novo QueroFicarRico, CLIQUEM AQUI!

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

ÁLCOOL OU GASOLINA?

Lendo uma matéria da InfoMoney sobre os estados do Brasil onde não compensa trocar gasolina por álcool, lembrei de um post do blog que esclarece como calcular se compensa (para o seu veículo) trocar gasolina por álcool. A matéria fala que, em agosto, em 12 estados e no Distrito Federal não vale à pena para o motorista trocar a gasolina pelo álcool na hora de abastecer o carro. Ela ainda "explica" que para a troca ser lucrativa, é necessário que o preço do álcool seja de até 70% em relação ao da gasolina.

Apesar do "fator 70%" já ter se transformado praticamente numa regra para os motoristas, o fato é que ele varia de automóvel para automóvel e nem sempre a diferença é desprezível. A discussão que rolou no post foi bem interessante e, por isso, acho que vale à pena explicar novamente como medir seu próprio consumo:

1) Encher o tanque com gasolina (não encha até a "boca") e zerar hodômetro;
2) Rodar normalmente (pelo menos 200Km);
3) Encher o tanque novamente e anotar quantos litros de gasolina foram colocados (abastecimento) e quantos quilômetros seu veículo percorreu (percurso);
4) Calcular consumo com gasolina: CG = (abastecimento/percurso) L/Km;
5) Repita os passos 1 a 3 substituindo a gasolina por álcool;
6) Calcular consumo com álcool: CA = (abastecimento/percurso) L/Km;
7) Calcule a razão de consumo do seu veículo: RC = CG/CA

Quando for abastecer:
  • Tenha à mão o valor de RC do seu veículo e uma calculadora;
  • Calcule o custo corrigido da gasolina: RC x Preço da gasolina em R$/litro.

Para decidir qual combustível usar, comparar:
  • Custo do álcool em R$/litro;
  • Custo corrigido da gasolina em R$/litro.

Abastecer com o combustível cujo custo for MENOR.

E agora, qual a razão de consumo do seu automóvel?




ANALISE FUNDAMENTALISTA: CONHEÇA ALGUNS TERMOS

Em posts passados falamos bastante sobre os conceitos e termos utilizadas na análise técnica para compra de ações.Agora, que tal aprender um pouco sobre os termos utilizados na análise fundamentalista?

A Análise fundamentalista (ou Análise fundamental) é a análise da situação financeira, econômica e mercadológica de uma empresa e suas expectativas e projeções para o futuro. Em contraposição à análise técnica, a análise fundamentalista não se baseia no estudo das cotações de bolsa. A análise fundamentalista interpreta dados fundamentais de uma empresa obtidos do balanço (análise contábil) e informações sobre a situação do mercado, o patrimônio da empresa etc. Essa análise é normalmente utilizada para definir o valor de mercado de uma empresa e comparar com sua cotação atual no mercado.
Wikipédia


Abaixo seguem alguns dos termos mais comuns:

  • COMPRA (BUY), VENDA (SELL) e MANUTENÇÃO (HOLD): indica se ação está em um bom momento para ser comprada, vendida ou guardada. Quando a cotação das ações de uma empresa está abaixo do seu valor real de mercado e há uma expectativa de subida, então normalmente a indicação é de Compra. Quando a situação é invertida, a indicação é de venda.
  • ATRAENTE: É um conceito intermediário, que fica ali entre Manutenção e Compra, mas guarda um pouco de incerteza.
  • REDUCE: Também é um conceito intermediário, sendo que este fica entre Manter e Vender.
  • FORTE COMPRA (TOP PICK), ou FORTE VENDA: indica um papel com potencial significativo - ou seja - que o seu analista realmente acredita que ele vai valorizar ou desvalorizar.
  • RESTRITO: significa que a corretora ou analista não está divulgando a sua opinião sobre aquele papel.
  • OUTPERFORM, PEER PERFORM, UNDER PERFORM: são indicações relativas à algum índice de referência. Normalmente as indicações dizem qual é o índice. Outerperform quer dizer que o desempenho da ação será superior ao desempenho do índice. Under Perform quer dizer o contrário, ou seja, o desempenho da ação será abaixo do desempenho do índice. Peer Perform quer dizer que os desempenhos do índice e da ação serão semelhantes.
  • OVERWEIGHT, NEUTAL, UNDERWEIGHT: indicam se o calor da ação está barata (overweight) ou cara (underweight) em relação ao valor real da empresa. Assim, é possível saber se o investidor deve aumentar ou diminuir as suas posições numa determinada empresa, ou simplemente manter-se neutro.




terça-feira, 23 de setembro de 2008

É HORA DE COMPRAR OU VENDER AÇÕES?

Ouvi, hoje pela manhã, o programa CBN Dinheiro, com Mauro Halfeld, na CBN. O assunto do dia foi se, no atual momento, devemos comprar ou vender ações. Gostei muito do comentário de hoje, primeiro porque concordei plenamente com os três cenários explicados; segundo, Halfeld é um cara que geralmente preza pelo conservadorismo, nunca está muito sucinto a riscos, e quando ele sugere a compra de ações, certamente o embasamento é forte.

A resposta para a pergunta "devo comprar ou vender ações?" é mais comum e correta: depende. Para os investidores de curto prazo, longo prazo, e com investimentos comprometidos, existe uma resposta para cada um deles.

Se você for um investidor de curto prazo, a primeira recomendação seria comprar ações de primeira linha [10 ações mais negociadas na Bovespa]. Por conta da liquidez, elas tendem a sofrer menos com as oscilações do mercado do que as ações de segunda linha, que estão com preços excelentes, mas são recomendadas para o médio prazo. Outra recomendação para os investidores de curto prazo seriam as opções. Se você acredita que o mercado retomará a tendência de alta, opções de compra seriam o ideal. Caso contrário, opções de venda. A grande sacada das opções é que você controla as perdas [se errar, perderia apenas o valor de compra das opções] e maximiza os ganhos.

Já se você for um investidor de longo prazo, a recomendação é não vender. Além disso, [pasmem!] torça para cair e continue comprando. Como a recuperação não deve vir tão rapidamente, estamos atravessando, segundo Halfeld, uma raríssima oportunidade que o mercado nos oferece e é bom estarmos preparados para aproveitá-la. Com compras programadas, você baixaria o preço médio das suas ações e isso traria ótimo resultado no futuro.

Porém, no caso de investidores que possuem dívidas ou compromissos até o final do ano com o dinheiro que está aplicado na bolsa, a recomendação é de venda. Em duas ou três parcelas, para não arriscar vender tudo no pior momento. Apesar das perspectivas de recuperação, é bom lembrar que a dívida é certa, mas o resultado na bolsa é incerto.

Halfeld termina o programa falando que acredita no empenho do governo norte-americano em sanar essa crise atual, impedindo assim uma nova recessão. O fato é que as medidas tomadas até agora demonstram exatamente isso.

Como eu comentei anteriormente, acredito que, apesar das incertezas e da volatilidade, atravessamos um momento bem interessante, sobretudo para os investidores de longo prazo, pois as empresas brasileiras continuam sólidas e nossa economia também. Como o próprio Halfeld disse, "preparem-se para aproveitar essa rara oportunidade".




segunda-feira, 22 de setembro de 2008

DICAS PARA ENFRENTAR A CRISE

Desde que a crise americana começou a afetar fortemente o desempenho da Bovespa, muita gente deve ter se perguntado: "E agora, o que eu faço?". O mais importante é manter a tranquilidade e tentar avaliar friamente o que de fato está acontecendo. Mudanças bruscas em suas estratégias de investimento exigem uma análise apurada dos acontecimentos. A revista Exame dessa quinzena trouxe, na seção Seu Dinheiro, três conselhos sobre como enfrentar essa crise. Confiram:
  1. Mantenha a calma: fazer mudanças bruscas em sua estratégia de investimento no meio da atual crise financeira pode comprometer suas aplicações. Se você não precisa do dinheiro no curto prazo, não mexa em seus investimentos na bolsa.
  2. Invista aos poucos: não esqueça que o mercado deve continuar instável. Se você é um investidor de longo prazo, compre o que achar realmente promissor, mas não tenha pressa. Ainda pode haver muitas reviravoltas.
  3. Não mude seu plano de previdência: apesar das perdas apresentadas por alguns fundos de previdência focados em renda variável, não é hora de sacar o dinheiro. Profissionais que ainda têm longos anos de contribuição pela frente devem lembrar que as crises são cíclicas.


DESKTOP OU NOTEBOOK?

Está pensando em comprar um computador novo? Está em dúvida se compra um notebook ou um desktop (computador de mesa) ?

Um estudo recente da Intel mapeou a faixa de preço nas qual o consumidor prefere optar pela compra do notebook. Segundo o estudo, aparentemente, os consumidores só levam em conta o preço e a mobilidade das máquinas, ignorando a sua capacidade ou outros critérios.

Confira abaixo os resultados do estudo:


  • Consumidores da classe D responderam que prefeririam comprar um notebook, caso o preço do desktop seja superior a R$1.000,00.
  • Já para os consumidores da classe C e B, esta faixa é mais alta. Apenas a partir de R$1.500,00 eles optariam por comprar o notebook.
  • A tolerância maior é dos consumidores da classe A, que ainda compraria desktops de até R$2.000,00.
Segundo a reportagem da InfoMoney, a perspectiva do mercado de computadores é que a venda de desktops deve cair 5% este ano, enquanto a de notebooks deve aumentar 200%.

Em relação à tecnologia dos computadores, o preço de um notebook com a mesma capacidade de processamento de um desktop, é em média o DOBRO do seu preço. Por isso, é fundamental avaliar bem a sua necessidade, ao optar pelo computador móvel.

Lembre também de, durante a escolha, considerar também outros requisitos, como confiabilidade da marca, cobertura da assistência e a garantia. Assim, além de comprar um bom produto, você evitará levar de brinde uma dor-de-cabeça para sua casa.



sábado, 20 de setembro de 2008

AS MULHERES DEVEM MAIS

Pesquisa revela que mulher lidera ranking de inadimplência.

O número de mulheres como principal referência financeira na família cresceu 79% entre 1996 e 2006, contra apenas 25% no aumento de homens como chefes de família no mesmo período, segundo dados do IBGE.

Com a responsabilidade de liderar a casa, as mulheres acabam trabalhando fora e dentro de casa, e ainda, herdando as contas do mês. Como conseqüência de toda essa responsabilidade, são as mulheres que lideram o ranking de inadimplência, com 52,51%, entre os meses de julho e agosto, segundo pesquisa da TeleCheque, empresa de concessão de crédito no varejo. Além do descontrole financeiro, outros motivos causam o endividamento. Entre eles, destacam-se os empréstimos de nome e os que ficaram desempregados.

Fonte: Correio do Estado

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

CONQUISTE SUA INDEPENDÊNCIA FINANCEIRA

O ponto de partida para sua independência financeira começa no planejamento financeiro pessoal. Um orçamento bem feito, aliado ao planejamento das receitas e despesas é a primeira etapa. O passo seguinte seria um programa de redução de gastos e finalmente investimentos regulares. O livro "Dinheiro: os segredos de quem tem", de Gustavo Cerbasi, fala exatamente sobre esse assunto. Abaixo estão os 5 passos para conquistar sua independência financeira, relatados no livro:

1) Dedique tempo à construção de seu plano no papel ou em uma planilha eletrônica

Principalmente para quem não lida com números no dia-a-dia, visualizar o plano ajuda tanto na motivação para executá-lo quanto na identificação de pontos falhos e “gordurinhas” – aquelas despesas mensais de pequeno valor e aparentemente irrelevantes, mas que são as grandes vilãs do orçamento quando somadas ao longo do mês.

2) Relacione todas as suas fontes de recursos financeiros e todos os seus gastos mensais

Seja detalhista, pelo menos uma vez na vida, ao longo de um mês. Coloque no papel todos os gastos, sem esquecer as migalhas que são drenadas de seu bolso na forma de gorjetas, arredondamentos na conta da padaria, cafés no meio do dia e aquelas “coisinhas a mais” que acabamos levando na banca de jornal quando compramos a Nova. Não será pelo valor da prestação de seu carro ou de suas últimas compras no shopping que seu orçamento apresentará problemas, porque provavelmente você verificou se havia espaço na sua renda para adquiri-los. Geralmente os orçamentos estouram porque aqueles pequenos valores que são desprezados ao longo do mês acabam se tornando algumas dezenas ou centenas de reais no balanço final – provavelmente um valor que faria toda diferença no futuro se fosse poupado mês a mês.

3) Identifique suas possibilidades de redução de gastos e estabeleça limites para os gastos não programados

O segredo de um bom planejamento financeiro é impor limites a certos gastos e ter disciplina para seguir estes limites. Se você levar a sério o item anterior, certamente irá se impressionar. Alguns gastos não são controláveis, como aluguel, impostos, escola e plano de saúde. Outros podem ser otimizados, como o gasto com alimentação e produtos de cuidado pessoal, substituindo marcas muito caras por equivalentes mais em conta e levando a sério a prática de fazer pesquisas de preços. Há também aqueles gastos que podem ser perfeitamente planejados, como a renovação do guarda-roupa, o happy hour com os amigos e o lazer de finais de semana. Com estes, estabeleça limites mensais para seus gastos, e seja fiel a estes limites. Por exemplo, estabeleça uma meta de, digamos, R$ 200 mensais para renovação do guarda-roupa. Se não gastar tudo este mês, terá a mais para o mês seguinte – mas não caia na bobagem de gastar a mais por antecedência.

4) Após otimizar seus gastos mensais, identifique de forma precisa o preço de sua sobrevivência, quanto você gasta mensalmente com segurança

Seu padrão de vida deve ter um custo inferior a sua renda. Sugiro que você gaste para se manter, no máximo, 90% da renda líquida. No total destes gastos devem estar incluídas todas as contas essenciais, incluindo seu lazer, a renovação do guarda-roupa, as prestações do carro, seguros, gastos pequenos do dia-a-dia, etc. O importante é estabelecer um teto para seus gastos totais, seja rigorosa.

5) Calcule quanto sobra de sua remuneração para possíveis investimentos mensais

Definindo com precisão os limites de seu orçamento, destine parte ou o total do excedente a um investimento que você faça regularmente. Se você optar por um plano de previdência privada, isto estará sendo feito com tranqüilidade. Se seu orçamento for disciplinado e você estiver satisfeita com a renda que seu plano financeiro estará garantindo no futuro, não haverá nenhum problema em fazer alguns luxos quando surgir alguma sobra – como o décimo-terceiro salário, a restituição do Imposto de Renda ou um bônus salarial. O melhor de um bom planejamento financeiro é a oportunidade que ele dá de gastarmos as sobras sem peso na consciência.




AINDA SOBRE A CRISE

Esta semana entrei em contato com um amigo economista, que edita o blog Economia para Poetas, para saber a opinião dele com relação aos impactos da crise financeira aqui no Brasil.

Grande César, se as tendências se confirmarem, teremos uma situação bastante apertada aqui no Brasil no próximo ano (2009).

Confira abaixo o comentário completo:


(...) As projeções indicam um crescimento do PIB máximo em torno de 5,5% até Dez/08, acompanhado por uma taxa de inflação de 6% ao ano. Com a inflação maior do que o percentual de crescimento do PIB, vamos incorrer em um crescimento real negativo. Ocasionando, redução nos lucros das empresas, desinvestimento no setor produtivo, redução na oferta de empregos (desemprego), perda do poder real de compra dos trabalhadores, inadimplência, etc.

Com isso, as pessoas demandarão por mais crédito para financiar as seus despesas correntes.

Em economia dizemos que se: “A demanda por um bem ou serviço aumenta, Coeteris Paribus, o preço do produto também se eleva. Ou seja, possivelmente as taxas de juros para os empréstimos, no mercado, estarão em alta e, o crédito se tornará mais caro.

Além disso, com a crise nos EUA, os bancos brasileiros não estarão captando recursos a taxas de juros baratas. Imagine: Captar dinheiro a uma taxa de 2% ao ano! é um "negócio da China". Então, essa oportunidade estará cada vez mais distante, ao menos até 2010.

Ufa! a previsão do tempo para a economia é de nuvens cinzas e pesadas a partir de 2009. Mas, há sempre uma esperança no ar e, como diz um adágio popular árabe: “Aquele que prevê o futuro, mente mesmo quando fala a verdade”.



quinta-feira, 18 de setembro de 2008

COMO A CRISE FINANCEIRA NOS AFETA?

Uma das piores crises da história do mercado financeiro está assolando o mundo inteiro, originada no estouro da bolha imobiliária dos EUA. Os jornais falam sobre isso o tempo todo.

Hoje pela manhã mesmo escutei um comentário de Mauro Halfeld na rádio CBN onde ele iniciava com "minhas piores previsões estão se concretizando", e concluía com "mas o importante é manter-se vivo".

Mas, se essa "crise" é tão grave assim, por que ainda não estamos sentindo os efeitos dela diretamente ?

Basicamente, esta crise está trazendo à tona toda a fraqueza do sistema financeiro americano.

Citando alguns exemplos:

  • Os bancos Freddie Mac e Fannie Mae tiveram que ser estatizados para não fecharem também;
  • O Lehman Brothers - o quarto maior banco de investimentos dos EUA entrou em processo de falência. Alguns dos seus ex-funcionários estão tentando sobreviver vendendo souvenirs com a marca do banco no eBay.
  • O Merryl Linch, banco americano com 90 anos de idade, foi adquirido pelo Bank of America a preço de banana;
  • O Morgan Stanley e o Goldman Sachs - os dois maiores bancos de investimentos dos EUA desvalorizaram, em um só dia, 24% e 14%, e agora andam procudando fundir-se com outros bancos para manterem-se vivo;
  • A seguradora AIG - a maior do mundo - também precisou de ajuda do goveno americano para não fechar. Esta seria uma catástrofe mundial.

E assim como esses, só nesta semana tivemos vários outros exemplos. O que é bastante para aprender que nenhum negócio é grande o suficiente para não quebrar.

O que aconteceu é que estes bancos lucraram montantes incontáveis de dinheiro financiando imóveis para pessoas físicas "não confiáveis" - o que ficou conhecido nos EUA como "mercado subprime". Ou seja, arriscaram o próprio pescoço.

Então, como investidores do mundo inteiro tinham valores nestes bancos, para compensar suas perdas, estão buscando investir em coisas mais seguras.

Aqui no Brasil, por exemplo, os estrangeiros estão vendendo suas ações aos montes, o que está fazendo com que a Bovespa mergulhe profundamente em 25% de desvalorização.
(Vide post anterior)

Por outro lado a venda dos nossos títulos públicos foi pro céu, com um aumento de mais de 250% em relação ao mesmo período do ano passado.

À curto prazo, segundo especialistas, o principal impacto que vamos sentir, é a dificuldade de crédito e financiamento, ou seja, com os bancos mais cautelosos, os critérios para concessão de crédito ficarão mais rígidos e as taxas de juros reais de financiamentos subirão.

Em poucas palavras, para os empresários, vai ficar um pouco mais difícil adquirir capital emprestado em bancos de fomento.

E para o cidadão, vai ficar mais caro comprar o seu carro ou a sua casa própria.

O "quanto" mais caro é que ninguém sabe ainda, mas o certo é que em tempos de crise financeira, ninguém quer arriscar. Nem você!

Portanto, cuide bem do seu dinheiro durante a crise.


quarta-feira, 17 de setembro de 2008

ATÉ ONDE A BOVESPA VAI?

Muitos investidores andam muito preocupados com a Bovespa, sobretudo depois da queda de segunda-feira (15), onde o Índice Bovespa chegou a despencar quase 8% pela tarde e fechou com a maior desvalorização desde o episódio dos atentados terroristas às Torres Gêmeas, sete anos atrás. Apesar de ontem (16) o mercado ter ganhado um fôlego, com a alta de 1,68%, hoje (17) caiu mais 6,74% e freiou o que poderia ser o início da recuperação. Na verdade, não dá pra saber quando o mercado voltará a subir e recuperar as perdas desse ano. Qualquer coisa diferente disso é puramente especulação.

Mas existe um fato que não há o que se discutir: por mais que o mercado acionário tenha castigado o preço das nossas empresas, nossa economia continua em alta e as empresas também. A causa dessa crise não é o desempenho das empresas brasileiras, mas um reflexo da fuga do capital estrangeiro aliado com a crise do mercado financeiro norte-americano. E o que isso pode trazer de positivo para nós? Se você pensa na bolsa como um investimento de curto ou médio prazo, no atual momento isso pode não significar absolutamente nada.

Porém, se seu objetivo está no longo prazo, minha opinião é que estamos num bom momento para investir. Se as empresas continuam crescendo e o preço delas está caindo, significa que quem compra está fazendo um ótimo negócio. Está comprando um ótimo ativo por um preço muito abaixo do real. E quando o valor voltará a subir? Também não sei responder a essa pergunta. Mas, fundamentando-se pela história, o mercado de ações geralmente acompanha o preço das empresas, apesar da volatilidade. É por conta disso que muitos investidores (inclusive Warren Buffett) dizem que onde muitos vêem esses momentos de volatilidade com preocupação, eles enxergam como uma oportunidade.

Analistas e bancos de investimentos têm ressaltado a depreciação dos preços das principais empresas do país, indicando oportunidades acima da média para alguns ativos. Acredito, portanto, que mais dia menos dia o mercado de ações voltará a refletir nos preços de seus ativos os valores de mercado das empresas nacionais. Penso também que isso não deva demorar a acontecer. Tem muita gente com olho gordo em cima do Brasil, só esperando o mercado terminar de castigar nossas empresas para dar o bote. Quem viver, verá.

Recomendo fortemente a leitura do texto "a crise mundial, os erros e as crises de cada um", de Conrado Navarro, do blog Dinheirama.com.


* Toda e qualquer decisão tomada após a leitura deste blog é de única e exclusiva responsabilidade do leitor.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

OS DEZ MANDAMENTOS DO ORÇAMENTO EQUILIBRADO

Ter um orçamento equilibrado é garantia de tranquilidade. Descontroles no orçamento ocasionam, além de problemas financeiros, desgastes psicológicos e até problemas em relacionamentos. Muitas vezes o impulso para saciar um consumismo imediato causa sérios problemas futuros nas suas finanças. O ideal é manter as contas em dia, seguindo tomando algumas atitudes, como essas a seguir:

  • Planeje seus gastos para conhecer seus limites de consumo
  • Controle seus impulsos de consumo
  • Não tenha um padrão de vida maior do que suas posses
  • Não pague juros maiores do que os que recebe de seus investimentos
  • Poupe para garantir aquisições futuras
  • Jamais despreze a inflação
  • Resista à tentação de gastar a poupança que garantirá sua velhice
  • Informe-se bem antes de investir
  • Jamais despreze pequenos valores
  • Jamais despreze uma boa negociação de preços
Fonte: MaisDinheiro

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

CONHEÇA AS ARMADILHAS DO MERCADO

A carência de educação financeira não prejudica apenas o orçamento e o saldo bancário das pessoas. Diminui, também, sua capacidade de se defender de uma enxurrada de ofertas e soluções mirabolantes oferecidas pelo mercado que, em vez de ajudar, apenas levam os consumidores a aprofundarem suas dívidas. A falta de informações torna o cidadão vulnerável, propenso ao descontrole nos gastos e na tomada de crédito.
Crédito fácil
Crédito, na medida certa, é bom, mas o exagero, motivado pela facilidade, pode levar o consumidor a um endividamento difícil de ser deixado para trás. É importante entender que, por mais que o valor da prestação seja baixo, ele estará presente nas suas despesas por um bom tempo, e quando ocorrer algum imprevisto e você não estiver preparado, seu orçamento estourará e isso causará transtornos difíceis de serem resolvidos.

Financiamentos
Crédito acessível combina com outra possível armadilha para o consumidor: financiamentos longos, com parcelas que cabem no bolso e mascaram as altas taxas de juros cobradas. E as lacunas na educação financeira das pessoas fazem com que elas, além de ignorar o quanto pagarão a mais pelo produto, comprometam uma parcela de sua renda maior do que a que deveriam.

O melhor, na maioria das vezes, é optar pelo pagamento à vista. Entretanto, a maioria da população não tem dinheiro para, por exemplo, comprar um carro pagando o valor integral no ato, e levaria muito tempo para conseguir economizar o montante.

O ideal seria um equilíbrio entre o radicalismo de pagar à vista e o financiamento em 60 (ou mais) meses. Algo entre 2 ou 3 anos não ficaria tão pesado quanto pagar à vista, mas também não seria tão longo e custoso quanto 5 anos, onde muitos consumidores trocam de carro antes de terminar de pagar.

Para mais detalhes sobre esse assunto, recomendo a leitura completa do artigo da Infomoney entitulado "educação financeira ruim deixa consumidor vulnerável a 'armadilhas' do mercado".

domingo, 14 de setembro de 2008

DICAS SOBRE CARTÃO DE CRÉDITO

Como vimos nas dicas para sair do vermelho, o cartão de crédito é um dos grandes vilões do orçamento pessoal. O mau uso do cartão contribui bastante pelo aumento das dívidas, tanto pela aparente facilidade que ele traz (compre agora e pague depois) quanto pelos juros abusivos cobrados pelo atraso no pagamento. Mas, se você souber utilizá-lo, ele também tem suas vantagens. É o que veremos agora nas dicas sobre como adquirir um cartão e como utilizá-lo da melhor forma possível.

5 dicas ao adquirir um cartão:

  • Escolha uma data de vencimento do cartão próxima de seu dia de recebimento, para facilitar o planejamento da poupança.
  • Se você planeja gastar muito no cartão, prefira os cartões que oferecem bônus como milhagens ou descontos.
  • Concentre suas compras em um único cartão para adquirir mais vantagens. Elimine cartões adicionais.
  • Barganhe com a administradora as taxas de anuidades, principalmente se seu cartão não possui programas de bônus ou milhagens.
  • Para quem viaja muito ao exterior, prefira bandeiras que são aceitas com maior freqüência nos destinos mais comuns.

5 dicas ao usar o cartão:

  • Jamais entre no crédito rotativo ou pagamento mínimo. Na falta de dinheiro para pagar, faça um empréstimo pessoal.
  • Cuidado com as compras parceladas no cartão: muitas lojas embutem juros nas parcelas sem avisar ao consumidor. Verifique se o lojista está assumindo os juros da operação.
  • Consulte o saldo de seu cartão ao menos a cada dez dias, para não levar sustos no dia do recebimento da fatura.
  • Nas compras pela Internet, certifique-se de que o site é seguro e a empresa é idônea. Não compre com empresas pouco conhecidas.
  • Jamais use o cartão de crédito para efetuar saques em dinheiro. Para valores baixos, os juros e a tarifa podem sair mais caros que o próprio valor do saque.

Essas dicas foram extraídas do site MaisDinheiro, do consultor Gustavo Cerbasi.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

10 DICAS PARA SAIR DO VERMELHO

  • Jamais use o cheque especial ou o pagamento parcial do cartão de crédito. Peça empréstimos no banco, que saem mais baratos;
  • Passe a controlar os saldos de seu cartão de crédito com mais frequência, pelo menos a cada 10 dias, para que deixe de gastar além do esperado;
  • Tenha uma idéia do tamanho de seu problema: a primeira coisa a fazer é anotar TODOS os gastos do mês, inclusive os gastos pequenos, para descobrir de onde cortar;
  • Elabore um plano radical de enxugamento de gastos na maior intensidade possível, para que a dívida seja amortizada de uma vez. Não adianta ir pagando aos pouquinhos, pois os juros voltam a aumentar rapidamente a conta que você já pagou;
  • Quanto mais intenso for o corte de gastos e menor o tempo necessário para isso, menores serão os desgastes no relacionamento familiar;
  • Acabe de vez com a tentação das compras a prazo;
  • Use todos os tipos de poupança que você tem. Não adianta estar com investimentos e perder mais com os juros da dívida. O mesmo vale para bens como terrenos e imóveis à espera de valorização;
  • Fuja de atividades de lazer que custam. Aprenda a valorizar as coisas preciosas da vida que não custam nada, como um passeio ao ar livre ou uma reunião com amigos ou com a família;
  • Enquanto não conseguir quitar toda a dívida, substitua-a por outras mais baratas, como antecipação de restituição de Imposto de Renda ou venda do automóvel e compra de outro parcelado. Use todo o dinheiro da venda para reduzir a dívida.
  • Divida seu plano de ajuste com a família. É importante que todos estejam engajados, para que haja maior co-motivação.

Fonte: Mais Dinheiro

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

NOVA PLANILHA FINANCEIRA PARA DOWNLOAD

Lançamos ontem (09) uma nova versão da planilha de projeção financeira, considerando IR e inflação. Todas as novidades estão detalhadas no post sobre o "Impacto do IR e da Inflação nos Investimentos".

Para baixar a nova versão, basta clicar AQUI.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

IMPACTO DO IR E DA INFLAÇÃO NOS INVESTIMENTOS

Muita gente (inclusive os humildes editores deste blog) esquece de considerar, na projeção de seus investimentos, dois fatores imensamente importantes: imposto de renda e inflação. Isso não significa que nossa famosa planilha de projeção financeira esteja errada. Longe disso! Mas a omissão desses dois carinhas compromete as projeções de longo prazo. Por conta disso, resolvemos disponibilizar para vocês uma nova versão da planilha, desta vez levando em consideração o IR e a inflação do período. Mas antes de apresentá-la, vamos entender esse impacto.

Excetuando-se a caderneta de poupança, todos os demais investimentos sofrem a incidência do imposto de renda. Dependendo do tipo de investimento e do prazo, a mordida do leão varia de 15% a 27,5% sobre o ganho de capital (rendimentos). Além disso, também dependendo do tipo do investimento, o imposto pode ser retirado num prazo definido ou apenas no momento do resgate da aplicação. Transformando em números, se uma determinada aplicação rendeu 10% no ano, 1,5% desse rendimento ficará com o governo. Você ficará apenas com 8,5% do rendimento.

Já em relação à inflação, funciona um pouco diferente. Seus investimentos não são penalizados diretamente, mas indiretamente. Nenhum percentual dos seus investimentos será retirado ao longo do tempo, mas a incidência da inflação fará com que sua aplicação se desvalorize. É aquela velha história de que R$ 100 hoje não valem os mesmos R$ 100 daqui a 5 anos. Portanto, é importante descontar a inflação mensal para que o valor projetado esteja corrigido.

Como eu falei, a nova versão da planilha já leva em consideração o imposto de renda e a inflação. Como o governo definiu como meta a inflação em 4,5% para os próximos anos, consideramos esse valor, que representa algo próximo de 0,37% ao mês. Além disso, não existe mais a projeção mês-a-mês. Assim que você definir o montante inicial, o valor do aporte mensal, o prazo (em meses) e os juros da aplicação, o simulador já calcula os juros reais, a poupança formada e a renda mensal atualizada com valores atuais.

Deixando o blábláblá de lado, cliquem AQUI para baixar a nova versão da planilha, ou na seção de Downloads ao lado.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

PGBL OU VGBL?

Uma modalidade do planejamento financeiro pessoal que vem crescendo seguidamente, ano após ano, são os planos de previdência privada. Apenas no 1o semestre, esses planos captaram mais de R$ 15,3 bi, com alta de 23% em relação ao mesmo período no ano passado. Portanto, é cada vez maior o número de pessoas preocupadas com a aposentadoria, seja porque não confiam tanto no INSS, seja porque querem ter uma outra fonte de renda quando se aposentarem.

Eu particularmente nunca me interessei muito por esses planos (ou quaisquer outros produtos de banco), pois acredito que, com um pouco de conhecimento, podemos alcançar os mesmos objetivos pagando menos por isso. Em todo caso, achei importante entender sobre PGBL e VGBL.

Primeiramente, PGBL significa Plano Gerador de Benefício Livre e VGBL quer dizer Vida Gerador de Benefício Livre. São planos previdenciários que permitem que você acumule recursos por um prazo contratado. Durante esse período, o dinheiro depositado vai sendo investido e rentabilizado pela seguradora escolhida por você.

Tanto no PGBL como no VGBL, o contratante passa por duas fases: o período de investimento e o período de benefício. O primeiro normalmente ocorre quando estamos trabalhando e/ou gerando renda. Esta é a fase de formação de patrimônio. Já o período de benefício começa a partir da idade que você escolhe para começar a desfrutar do dinheiro acumulado durante anos de trabalho. A maneira de recebimento dos recursos é você quem escolhe. É possível resgatar o patrimônio acumulado e/ou contratar um tipo de benefício (renda) para passar a receber, mensalmente, da empresa seguradora.

É importante lembrar que tanto o período de investimento quanto o período de benefício não precisam ser contratados com a mesma seguradora. Desta forma, uma vez encerrado o período de investimento, o participante fica livre para contratar uma renda na instituição que escolher.

A principal distinção entre eles está na tributação. No PGBL, você pode deduzir o valor das contribuições da sua base de cálculo do Imposto de Renda, com limite de 12% da sua renda bruta anual. Assim, poderá reduzir o valor do imposto a pagar ou aumentar sua restituição de IR. Mas atenção: esse benefício fiscal só é vantajoso para aqueles que fazem a declaração do Imposto de Renda pelo formulário completo e são tributados na fonte.

Para quem faz declaração simplicada ou não é tributado na fonte, como autônomos, o VGBL é ideal. Ele é indicado também para quem deseja diversificar seus investimentos ou para quem deseja aplicar mais de 12% de sua renda bruta em previdência. Isto porque, em um VGBL, a tributação acontece apenas sobre o ganho de capital.

Resumindo: o PGBL é ideal para aquelas pessoas que pagam imposto de renda e declaram no modelo completo. Já o VGBL é para aquelas pessoas que não pagam imposto de renda ou declaram no modelo simplificado.

Basicamente existem dois riscos relacionados a esses planos: morrer cedo ou a corretora quebrar. Recomendo a leitura de matéria do Terra explicando esses riscos, clicando AQUI.

Outra fonte interresante de informação é um bate-papo ocorrido no Uol, com o especialista em previdência privada, Marco Antônio Rossi, ocorrido em julho deste ano. Confiram clicando AQUI.

Não consegui encontrar uma tabela com a rentabilidade média desses planos (fiquem à vontade para contribuir!), mas seguramente deve ser menor que as demais aplicações de baixo risco oferecidas no mercado. Ainda mais quando se leva em conta o longuíssimo prazo em questão.

Minha conclusão: quem optar por um plano desses como um investimento, provavelmente quebrará a cara. A rentabilidade não compensa para, no final do prazo, você retirar o dinheiro. Já para quem pensa em contratar para se beneficiar de uma renda extra, pode ser interessante. Principalmente se você não tiver disciplina para administrar, por conta própria, sua previdência privada.

domingo, 31 de agosto de 2008

IMPLANTAÇÃO DA PORTABILIDADE DAS TELEFONIAS

A partir de amanhã, segunda-feira (01), começa a implantação da portabilidade das telefonias móvel e fixa. Para quem não sabe, a portabilidade permite a mudança de operadora de telefonia, seja ela fixa ou móvel, sem a necessidade de trocar o número do telefone. A grande vantagem disso para o consumidor é a possibilidade de escolher o plano que mais se adeque às suas necessidades (qualidade do serviço, preço, etc.) dentre todas as operadoras, mantendo o mesmo número.

Mas para quem pensa em sair correndo já amanhã para trocar de operadora, é bom estar atento ao cronograma de implantação. A partir de amanhã, apenas os códigos nacionais 14 (SP), 17 (SP), 27 (ES), 37 (MG), 43 (PR), 62 (GO), 67 (MS), 86 (PI) estão liberados para usufruir desse serviço. Quem for de Pernambuco (códigos 81 e 87), por exemplo, terá que esperar pelo período de 16 a 22 de fevereiro de 2009. Sendo assim, a partir de 1º de março de 2009, todo o território nacional estará coberto pela portabilidade .

Confiram o cronograma e vejam quando será o período de ativação dos seus estados através do site da Anatel, clicando AQUI.

Apesar do serviço de portabilidade ser pago, a Anatel fixou o valor máximo de serviço em apenas R$ 4,00. Além disso, até março de 2010, o serviço deverá ser prestado pelas operadoras em, no máximo, 5 dias úteis. Após essa data, o prazo máximo cai para 3 dias úteis. Ponto para o consumidor!

No médio prazo, os possíveis efeitos da portabilidade devem ser o estímulo à competição, à redução nos preços e à melhoria na qualidade do atendimento ao usuário.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

FINANÇAS NA ESCOLA

Foi aprovada a criação de um grupo de trabalho que terá a finalidade de desenvolver e propor uma Estratégia Nacional de Educação Financeira - ENEF, iniciativa das entidades e dos órgãos integrantes do Comitê de Regulação e Fiscalização dos Mercados Financeiros, de Capitais, de Seguros, de Previdência e Capitalização – COREMEC.

Os objetivos da ENEF são:

  1. Promover e fomentar a cultura de Educação Financeira no país;
  2. Ampliar o nível de compreensão do cidadão para efetuar escolhas conscientes relativas à administração de seus recursos;
  3. Contribuir para a eficiência e solidez dos mercados financeiro, de capitais, de seguros, de previdência e de capitalização.
Uma das estratégias em estudo pela CVM para elaboração de proposta de educação financeira é a ação em escolas da rede pública de ensino. Segundo a assessoria de imprensa da CVM, a pauta já tem sido discutida com o MEC, por meio de um grupo de apoio pedagógico.

O objetivo é levar a educação financeira para crianças e adolescentes, dando a elas, desde cedo, a noção da importância de se preocuparem com o futuro, poupando aquilo que ganham.

A CVM garante que não haverá, por exemplo, a criação de novas disciplinas. O ensino deverá ser transversal, e, para isso, estão sendo estudadas estruturas de ensino para que os professores de todas matérias possam abordar tópicos de finanças em suas matérias, ainda que indiretamente.

A partir daí, segundo a CVM, a idéia é que seja desenvolvida uma linha de ensino que possa ser utilizada para diferentes faixas etárias, estendento o programa para todas as escolas.

Além das escolas, a ENEF objetiva a educação de adultos, através de noções básicas de: educação financeira, investimentos, previdência, seguros e créditos.

Ainda não se sabe como isso será aplicado na prática, visto que o prazo para desenvolvimento e proposta da estratégia é de 12 meses, a contar de sua instalação. A iniciativa será coordenada pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Portanto ainda tem muito por vir.

Existem várias iniciativas como essa em outros países, como Estados Unidos, Reino Unido e Austrália. Para quem tiver interesse em conhecer, listo abaixo os projetos de cada um desses países, juntamente com o link para acessá-los:
Para quem quiser conhecer a proposta do grupo de trabalho brasileiro, clique AQUI.

E, finalmente, para quem quiser mais informações acerca dessa iniciativa nacional, confiram o site Vida & Dinheiro, que explica detalhadamente o que é a ENEF, clicando AQUI.