Muitos investidores andam muito preocupados com a Bovespa, sobretudo depois da queda de segunda-feira (15), onde o Índice Bovespa chegou a despencar quase 8% pela tarde e fechou com a maior desvalorização desde o episódio dos atentados terroristas às Torres Gêmeas, sete anos atrás. Apesar de ontem (16) o mercado ter ganhado um fôlego, com a alta de 1,68%, hoje (17) caiu mais 6,74% e freiou o que poderia ser o início da recuperação. Na verdade, não dá pra saber quando o mercado voltará a subir e recuperar as perdas desse ano. Qualquer coisa diferente disso é puramente especulação.
Mas existe um fato que não há o que se discutir: por mais que o mercado acionário tenha castigado o preço das nossas empresas, nossa economia continua em alta e as empresas também. A causa dessa crise não é o desempenho das empresas brasileiras, mas um reflexo da fuga do capital estrangeiro aliado com a crise do mercado financeiro norte-americano. E o que isso pode trazer de positivo para nós? Se você pensa na bolsa como um investimento de curto ou médio prazo, no atual momento isso pode não significar absolutamente nada.
Porém, se seu objetivo está no longo prazo, minha opinião é que estamos num bom momento para investir. Se as empresas continuam crescendo e o preço delas está caindo, significa que quem compra está fazendo um ótimo negócio. Está comprando um ótimo ativo por um preço muito abaixo do real. E quando o valor voltará a subir? Também não sei responder a essa pergunta. Mas, fundamentando-se pela história, o mercado de ações geralmente acompanha o preço das empresas, apesar da volatilidade. É por conta disso que muitos investidores (inclusive Warren Buffett) dizem que onde muitos vêem esses momentos de volatilidade com preocupação, eles enxergam como uma oportunidade.
Analistas e bancos de investimentos têm ressaltado a depreciação dos preços das principais empresas do país, indicando oportunidades acima da média para alguns ativos. Acredito, portanto, que mais dia menos dia o mercado de ações voltará a refletir nos preços de seus ativos os valores de mercado das empresas nacionais. Penso também que isso não deva demorar a acontecer. Tem muita gente com olho gordo em cima do Brasil, só esperando o mercado terminar de castigar nossas empresas para dar o bote. Quem viver, verá.
Recomendo fortemente a leitura do texto "a crise mundial, os erros e as crises de cada um", de Conrado Navarro, do blog Dinheirama.com.
* Toda e qualquer decisão tomada após a leitura deste blog é de única e exclusiva responsabilidade do leitor.
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
ATÉ ONDE A BOVESPA VAI?
Postado por
Rafael Seabra
1 comentário(s)
terça-feira, 16 de setembro de 2008
OS DEZ MANDAMENTOS DO ORÇAMENTO EQUILIBRADO
Ter um orçamento equilibrado é garantia de tranquilidade. Descontroles no orçamento ocasionam, além de problemas financeiros, desgastes psicológicos e até problemas em relacionamentos. Muitas vezes o impulso para saciar um consumismo imediato causa sérios problemas futuros nas suas finanças. O ideal é manter as contas em dia, seguindo tomando algumas atitudes, como essas a seguir:
- Planeje seus gastos para conhecer seus limites de consumo
- Controle seus impulsos de consumo
- Não tenha um padrão de vida maior do que suas posses
- Não pague juros maiores do que os que recebe de seus investimentos
- Poupe para garantir aquisições futuras
- Jamais despreze a inflação
- Resista à tentação de gastar a poupança que garantirá sua velhice
- Informe-se bem antes de investir
- Jamais despreze pequenos valores
- Jamais despreze uma boa negociação de preços
Postado por
Rafael Seabra
0
comentário(s)
Marcadores: Finanças Pessoais
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
CONHEÇA AS ARMADILHAS DO MERCADO
A carência de educação financeira não prejudica apenas o orçamento e o saldo bancário das pessoas. Diminui, também, sua capacidade de se defender de uma enxurrada de ofertas e soluções mirabolantes oferecidas pelo mercado que, em vez de ajudar, apenas levam os consumidores a aprofundarem suas dívidas. A falta de informações torna o cidadão vulnerável, propenso ao descontrole nos gastos e na tomada de crédito.
Crédito fácil
Crédito, na medida certa, é bom, mas o exagero, motivado pela facilidade, pode levar o consumidor a um endividamento difícil de ser deixado para trás. É importante entender que, por mais que o valor da prestação seja baixo, ele estará presente nas suas despesas por um bom tempo, e quando ocorrer algum imprevisto e você não estiver preparado, seu orçamento estourará e isso causará transtornos difíceis de serem resolvidos.
Financiamentos
Crédito acessível combina com outra possível armadilha para o consumidor: financiamentos longos, com parcelas que cabem no bolso e mascaram as altas taxas de juros cobradas. E as lacunas na educação financeira das pessoas fazem com que elas, além de ignorar o quanto pagarão a mais pelo produto, comprometam uma parcela de sua renda maior do que a que deveriam.
O melhor, na maioria das vezes, é optar pelo pagamento à vista. Entretanto, a maioria da população não tem dinheiro para, por exemplo, comprar um carro pagando o valor integral no ato, e levaria muito tempo para conseguir economizar o montante.
O ideal seria um equilíbrio entre o radicalismo de pagar à vista e o financiamento em 60 (ou mais) meses. Algo entre 2 ou 3 anos não ficaria tão pesado quanto pagar à vista, mas também não seria tão longo e custoso quanto 5 anos, onde muitos consumidores trocam de carro antes de terminar de pagar.
Para mais detalhes sobre esse assunto, recomendo a leitura completa do artigo da Infomoney entitulado "educação financeira ruim deixa consumidor vulnerável a 'armadilhas' do mercado".
Postado por
Rafael Seabra
0
comentário(s)
Marcadores: Finanças Pessoais
domingo, 14 de setembro de 2008
DICAS SOBRE CARTÃO DE CRÉDITO
Como vimos nas dicas para sair do vermelho, o cartão de crédito é um dos grandes vilões do orçamento pessoal. O mau uso do cartão contribui bastante pelo aumento das dívidas, tanto pela aparente facilidade que ele traz (compre agora e pague depois) quanto pelos juros abusivos cobrados pelo atraso no pagamento. Mas, se você souber utilizá-lo, ele também tem suas vantagens. É o que veremos agora nas dicas sobre como adquirir um cartão e como utilizá-lo da melhor forma possível.
5 dicas ao adquirir um cartão:
- Escolha uma data de vencimento do cartão próxima de seu dia de recebimento, para facilitar o planejamento da poupança.
- Se você planeja gastar muito no cartão, prefira os cartões que oferecem bônus como milhagens ou descontos.
- Concentre suas compras em um único cartão para adquirir mais vantagens. Elimine cartões adicionais.
- Barganhe com a administradora as taxas de anuidades, principalmente se seu cartão não possui programas de bônus ou milhagens.
- Para quem viaja muito ao exterior, prefira bandeiras que são aceitas com maior freqüência nos destinos mais comuns.
5 dicas ao usar o cartão:
- Jamais entre no crédito rotativo ou pagamento mínimo. Na falta de dinheiro para pagar, faça um empréstimo pessoal.
- Cuidado com as compras parceladas no cartão: muitas lojas embutem juros nas parcelas sem avisar ao consumidor. Verifique se o lojista está assumindo os juros da operação.
- Consulte o saldo de seu cartão ao menos a cada dez dias, para não levar sustos no dia do recebimento da fatura.
- Nas compras pela Internet, certifique-se de que o site é seguro e a empresa é idônea. Não compre com empresas pouco conhecidas.
- Jamais use o cartão de crédito para efetuar saques em dinheiro. Para valores baixos, os juros e a tarifa podem sair mais caros que o próprio valor do saque.
Essas dicas foram extraídas do site MaisDinheiro, do consultor Gustavo Cerbasi.
Postado por
Rafael Seabra
0
comentário(s)
Marcadores: Dicas, Finanças Pessoais
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
10 DICAS PARA SAIR DO VERMELHO
- Jamais use o cheque especial ou o pagamento parcial do cartão de crédito. Peça empréstimos no banco, que saem mais baratos;
- Passe a controlar os saldos de seu cartão de crédito com mais frequência, pelo menos a cada 10 dias, para que deixe de gastar além do esperado;
- Tenha uma idéia do tamanho de seu problema: a primeira coisa a fazer é anotar TODOS os gastos do mês, inclusive os gastos pequenos, para descobrir de onde cortar;
- Elabore um plano radical de enxugamento de gastos na maior intensidade possível, para que a dívida seja amortizada de uma vez. Não adianta ir pagando aos pouquinhos, pois os juros voltam a aumentar rapidamente a conta que você já pagou;
- Quanto mais intenso for o corte de gastos e menor o tempo necessário para isso, menores serão os desgastes no relacionamento familiar;
- Acabe de vez com a tentação das compras a prazo;
- Use todos os tipos de poupança que você tem. Não adianta estar com investimentos e perder mais com os juros da dívida. O mesmo vale para bens como terrenos e imóveis à espera de valorização;
- Fuja de atividades de lazer que custam. Aprenda a valorizar as coisas preciosas da vida que não custam nada, como um passeio ao ar livre ou uma reunião com amigos ou com a família;
- Enquanto não conseguir quitar toda a dívida, substitua-a por outras mais baratas, como antecipação de restituição de Imposto de Renda ou venda do automóvel e compra de outro parcelado. Use todo o dinheiro da venda para reduzir a dívida.
- Divida seu plano de ajuste com a família. É importante que todos estejam engajados, para que haja maior co-motivação.
Fonte: Mais Dinheiro
Postado por
Rafael Seabra
0
comentário(s)
Marcadores: Dicas, Finanças Pessoais
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
NOVA PLANILHA FINANCEIRA PARA DOWNLOAD
Lançamos ontem (09) uma nova versão da planilha de projeção financeira, considerando IR e inflação. Todas as novidades estão detalhadas no post sobre o "Impacto do IR e da Inflação nos Investimentos".
Para baixar a nova versão, basta clicar AQUI.
Postado por
Rafael Seabra
0
comentário(s)
Marcadores: Dicas
terça-feira, 9 de setembro de 2008
IMPACTO DO IR E DA INFLAÇÃO NOS INVESTIMENTOS
Muita gente (inclusive os humildes editores deste blog) esquece de considerar, na projeção de seus investimentos, dois fatores imensamente importantes: imposto de renda e inflação. Isso não significa que nossa famosa planilha de projeção financeira esteja errada. Longe disso! Mas a omissão desses dois carinhas compromete as projeções de longo prazo. Por conta disso, resolvemos disponibilizar para vocês uma nova versão da planilha, desta vez levando em consideração o IR e a inflação do período. Mas antes de apresentá-la, vamos entender esse impacto.
Excetuando-se a caderneta de poupança, todos os demais investimentos sofrem a incidência do imposto de renda. Dependendo do tipo de investimento e do prazo, a mordida do leão varia de 15% a 27,5% sobre o ganho de capital (rendimentos). Além disso, também dependendo do tipo do investimento, o imposto pode ser retirado num prazo definido ou apenas no momento do resgate da aplicação. Transformando em números, se uma determinada aplicação rendeu 10% no ano, 1,5% desse rendimento ficará com o governo. Você ficará apenas com 8,5% do rendimento.
Já em relação à inflação, funciona um pouco diferente. Seus investimentos não são penalizados diretamente, mas indiretamente. Nenhum percentual dos seus investimentos será retirado ao longo do tempo, mas a incidência da inflação fará com que sua aplicação se desvalorize. É aquela velha história de que R$ 100 hoje não valem os mesmos R$ 100 daqui a 5 anos. Portanto, é importante descontar a inflação mensal para que o valor projetado esteja corrigido.
Como eu falei, a nova versão da planilha já leva em consideração o imposto de renda e a inflação. Como o governo definiu como meta a inflação em 4,5% para os próximos anos, consideramos esse valor, que representa algo próximo de 0,37% ao mês. Além disso, não existe mais a projeção mês-a-mês. Assim que você definir o montante inicial, o valor do aporte mensal, o prazo (em meses) e os juros da aplicação, o simulador já calcula os juros reais, a poupança formada e a renda mensal atualizada com valores atuais.
Deixando o blábláblá de lado, cliquem AQUI para baixar a nova versão da planilha, ou na seção de Downloads ao lado.
Postado por
Rafael Seabra
1 comentário(s)
Marcadores: Dicas, Finanças Pessoais, Poupança, Renda Fixa
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
PGBL OU VGBL?
Uma modalidade do planejamento financeiro pessoal que vem crescendo seguidamente, ano após ano, são os planos de previdência privada. Apenas no 1o semestre, esses planos captaram mais de R$ 15,3 bi, com alta de 23% em relação ao mesmo período no ano passado. Portanto, é cada vez maior o número de pessoas preocupadas com a aposentadoria, seja porque não confiam tanto no INSS, seja porque querem ter uma outra fonte de renda quando se aposentarem.
Eu particularmente nunca me interessei muito por esses planos (ou quaisquer outros produtos de banco), pois acredito que, com um pouco de conhecimento, podemos alcançar os mesmos objetivos pagando menos por isso. Em todo caso, achei importante entender sobre PGBL e VGBL.
Primeiramente, PGBL significa Plano Gerador de Benefício Livre e VGBL quer dizer Vida Gerador de Benefício Livre. São planos previdenciários que permitem que você acumule recursos por um prazo contratado. Durante esse período, o dinheiro depositado vai sendo investido e rentabilizado pela seguradora escolhida por você.
Tanto no PGBL como no VGBL, o contratante passa por duas fases: o período de investimento e o período de benefício. O primeiro normalmente ocorre quando estamos trabalhando e/ou gerando renda. Esta é a fase de formação de patrimônio. Já o período de benefício começa a partir da idade que você escolhe para começar a desfrutar do dinheiro acumulado durante anos de trabalho. A maneira de recebimento dos recursos é você quem escolhe. É possível resgatar o patrimônio acumulado e/ou contratar um tipo de benefício (renda) para passar a receber, mensalmente, da empresa seguradora.
É importante lembrar que tanto o período de investimento quanto o período de benefício não precisam ser contratados com a mesma seguradora. Desta forma, uma vez encerrado o período de investimento, o participante fica livre para contratar uma renda na instituição que escolher.
A principal distinção entre eles está na tributação. No PGBL, você pode deduzir o valor das contribuições da sua base de cálculo do Imposto de Renda, com limite de 12% da sua renda bruta anual. Assim, poderá reduzir o valor do imposto a pagar ou aumentar sua restituição de IR. Mas atenção: esse benefício fiscal só é vantajoso para aqueles que fazem a declaração do Imposto de Renda pelo formulário completo e são tributados na fonte.
Para quem faz declaração simplicada ou não é tributado na fonte, como autônomos, o VGBL é ideal. Ele é indicado também para quem deseja diversificar seus investimentos ou para quem deseja aplicar mais de 12% de sua renda bruta em previdência. Isto porque, em um VGBL, a tributação acontece apenas sobre o ganho de capital.
Resumindo: o PGBL é ideal para aquelas pessoas que pagam imposto de renda e declaram no modelo completo. Já o VGBL é para aquelas pessoas que não pagam imposto de renda ou declaram no modelo simplificado.
Basicamente existem dois riscos relacionados a esses planos: morrer cedo ou a corretora quebrar. Recomendo a leitura de matéria do Terra explicando esses riscos, clicando AQUI.
Outra fonte interresante de informação é um bate-papo ocorrido no Uol, com o especialista em previdência privada, Marco Antônio Rossi, ocorrido em julho deste ano. Confiram clicando AQUI.
Não consegui encontrar uma tabela com a rentabilidade média desses planos (fiquem à vontade para contribuir!), mas seguramente deve ser menor que as demais aplicações de baixo risco oferecidas no mercado. Ainda mais quando se leva em conta o longuíssimo prazo em questão.
Minha conclusão: quem optar por um plano desses como um investimento, provavelmente quebrará a cara. A rentabilidade não compensa para, no final do prazo, você retirar o dinheiro. Já para quem pensa em contratar para se beneficiar de uma renda extra, pode ser interessante. Principalmente se você não tiver disciplina para administrar, por conta própria, sua previdência privada.
Postado por
Rafael Seabra
4
comentário(s)
Marcadores: Aposentadoria
domingo, 31 de agosto de 2008
IMPLANTAÇÃO DA PORTABILIDADE DAS TELEFONIAS
A partir de amanhã, segunda-feira (01), começa a implantação da portabilidade das telefonias móvel e fixa. Para quem não sabe, a portabilidade permite a mudança de operadora de telefonia, seja ela fixa ou móvel, sem a necessidade de trocar o número do telefone. A grande vantagem disso para o consumidor é a possibilidade de escolher o plano que mais se adeque às suas necessidades (qualidade do serviço, preço, etc.) dentre todas as operadoras, mantendo o mesmo número.
Mas para quem pensa em sair correndo já amanhã para trocar de operadora, é bom estar atento ao cronograma de implantação. A partir de amanhã, apenas os códigos nacionais 14 (SP), 17 (SP), 27 (ES), 37 (MG), 43 (PR), 62 (GO), 67 (MS), 86 (PI) estão liberados para usufruir desse serviço. Quem for de Pernambuco (códigos 81 e 87), por exemplo, terá que esperar pelo período de 16 a 22 de fevereiro de 2009. Sendo assim, a partir de 1º de março de 2009, todo o território nacional estará coberto pela portabilidade .
Confiram o cronograma e vejam quando será o período de ativação dos seus estados através do site da Anatel, clicando AQUI.
Apesar do serviço de portabilidade ser pago, a Anatel fixou o valor máximo de serviço em apenas R$ 4,00. Além disso, até março de 2010, o serviço deverá ser prestado pelas operadoras em, no máximo, 5 dias úteis. Após essa data, o prazo máximo cai para 3 dias úteis. Ponto para o consumidor!
No médio prazo, os possíveis efeitos da portabilidade devem ser o estímulo à competição, à redução nos preços e à melhoria na qualidade do atendimento ao usuário.
Postado por
Rafael Seabra
0
comentário(s)
Marcadores: Dicas, Finanças Pessoais
terça-feira, 26 de agosto de 2008
FINANÇAS NA ESCOLA
Foi aprovada a criação de um grupo de trabalho que terá a finalidade de desenvolver e propor uma Estratégia Nacional de Educação Financeira - ENEF, iniciativa das entidades e dos órgãos integrantes do Comitê de Regulação e Fiscalização dos Mercados Financeiros, de Capitais, de Seguros, de Previdência e Capitalização – COREMEC.
Os objetivos da ENEF são:
- Promover e fomentar a cultura de Educação Financeira no país;
- Ampliar o nível de compreensão do cidadão para efetuar escolhas conscientes relativas à administração de seus recursos;
- Contribuir para a eficiência e solidez dos mercados financeiro, de capitais, de seguros, de previdência e de capitalização.
O objetivo é levar a educação financeira para crianças e adolescentes, dando a elas, desde cedo, a noção da importância de se preocuparem com o futuro, poupando aquilo que ganham.
A CVM garante que não haverá, por exemplo, a criação de novas disciplinas. O ensino deverá ser transversal, e, para isso, estão sendo estudadas estruturas de ensino para que os professores de todas matérias possam abordar tópicos de finanças em suas matérias, ainda que indiretamente.
A partir daí, segundo a CVM, a idéia é que seja desenvolvida uma linha de ensino que possa ser utilizada para diferentes faixas etárias, estendento o programa para todas as escolas.
Além das escolas, a ENEF objetiva a educação de adultos, através de noções básicas de: educação financeira, investimentos, previdência, seguros e créditos.
Ainda não se sabe como isso será aplicado na prática, visto que o prazo para desenvolvimento e proposta da estratégia é de 12 meses, a contar de sua instalação. A iniciativa será coordenada pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Portanto ainda tem muito por vir.
Existem várias iniciativas como essa em outros países, como Estados Unidos, Reino Unido e Austrália. Para quem tiver interesse em conhecer, listo abaixo os projetos de cada um desses países, juntamente com o link para acessá-los:
- Office of Financial Education (OFE) - Estados Unidos
- National Strategy for Financial Capability - Reino Unido
- Consumer and Financial Literacy Taskforce (CFLT) - Austrália
E, finalmente, para quem quiser mais informações acerca dessa iniciativa nacional, confiram o site Vida & Dinheiro, que explica detalhadamente o que é a ENEF, clicando AQUI.
Postado por
Rafael Seabra
0
comentário(s)
Marcadores: Economia, Finanças Pessoais