O QueroFicarRico se mudou!

Você será redirecionado em 6 segundos. Caso contrário, visite
http://queroficarrico.com/blog/
e atualize seus favoritos.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

ECONOMIZAR, POUPAR E INVESTIR

Cuidado, essas palavras não significam a mesma coisa! Apesar da semelhança, entender o significado das três pode fazer muita diferença no seu dia-a-dia.

Conversando com alguns amigos numa mesa de bar, nesta semana, tocamos neste assunto. Coletei algumas opiniões e resolvi trazê-las para ilustrar pra vocês cada um dos conceitos.

A pergunta era "Como você administra seu dinheiro?"

ECONOMIZAR

O primeiro comentou: "Não acho que vale a pena economizar. A vida é curta e precisamos viver o momento. Por isso eu gasto todo o meu dinheiro em coisas que me dão prazer."
Nobre opinião. Porém este amigo, não conhecia exatamente o significado da palavra "economizar" e isso estava gerando nele uma certa miopia temporal.

  • Economizar: evitar o desperdício, gastar com moderação, de forma inteligente, pechinchar (comprar mais pelo mesmo preço ou comprar o mesmo por um preço menor).

No contexto desta frase, seria mais correto dizer que "economizar" nos proporciona viver mais experiências prazerosas. Pois ao evitar gastos inúteis ou desnecessários, passa a sobrar mais para aplicarmos naquilo que nos trará o retorno procurado (no caso dele, o prazer).

Max Gehringer, no seu quadro do Fantástico, uma vez sugeriu que quando você parar diante de uma vitrine de uma coisa que deseja muito comprar, respire fundo e pergunte-se: "Eu quero, ou eu preciso?". Após perguntar isso umas dez vezes, o desejo já vai ter passado... a necessidade não.

POUPAR

O comentário do segundo foi diferente. Ele disse: "Eu sou um cara controlado. Tenho minha planilha financeira e domino meus gastos. Muitas vezes tenho que me privar de fazer algumas coisas que gostaria, para que consiga cumprir meu orçamento do mês. Mas no final do mês, quando sobre alguma coisa, é minha hora de ser feliz!"
Este estava fazendo quase tudo certo... com o pequeno detalhe de que nunca "poupava" suas "economias".

  • Poupar: guardar, pôr a salvo.

Se este amigo fizesse como sugerido por T. Harv Eker já teria uma grande poupança. A sugestão é que, se você pretende controlar as suas despesas, planeje com antecedência as suas extravagâncias. Ou seja, preveja no seu orçamento do mês o dinheiro da festa, do cinema, das aventuras, das coisas que deseja comprar, da cervejinha da sexta-feira e, inclusive, uma parcela para "coisas imprevisíveis". Fazendo isso conseguimos manter sob controle o nosso nível de satisfação com o salário e com a vida ao mesmo tempo. Inclusive fica até mais fácil perceber nossos gastos desnecessários ou mesmo descobrir a hora em que precisamos ganhar mais!

INVESTIR

O terceiro era um caso um pouco diferente: "Eu passei um bom tempo economizando nas minhas despesas. As sobras guardo na minha conta-poupança. Pretendo atingir uma certa quantia para dar de entrada na compra de um apartamento."
Pois bem. Este estava numa situação um pouco melhor, porém não acreditava em como a palavra "investir" poderia fazer diferença no seu plano.

  • Investir: empregar o seu dinheiro; fazer o dinheiro trabalhar para você, gerando mais dinheiro; multiplicar o dinheiro.

Pois é. O que fazer com as sobras das suas "economias", que você deseja "poupar"? A melhor resposta é "investir"! Nesse último caso, pegamos a nossa planilha de projeção financeira, e descobrimos que o nosso amigo poderia adquirir o seu apartamento quase dois anos antes do que pretendia, se aplicasse o seu dinheiro numa renda fixa de 1% a.m.

Tentei explicar pra ele que seu dinheiro poderia render ainda mais se, ao invés de comprar apartamento, ele fosse morar de aluguel. Mas isso aí vai ficar pra assunto de outro post.

Espero que tenham compreendido a diferença entre as três palavras. Na Internet achei alguns outros textos legais, como este e este, que pode ajudá-los também.


Felizmente, nenhum dos três amigos do exemplo estavam atolados em dívidas ou cartão de crédito.
Mas caso você esteja, não se preocupe, tente começar a colocar essas três palavras em prática e tenha fé!




quarta-feira, 19 de setembro de 2007

AS AÇÕES DO FUTURO (PARTE 2)


Complementando o post sobre as ações para a aposentadoria, faltou divulgar o link para a matéria na revista Exame. Não falta mais: clique aqui.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

TARIFAS BANCÁRIAS (PARTE 2)


Conforme havíamos anunciado na semana passada, a Febraban lançou hoje o STAR - Sistema de Divulgação de Tarifas de Serviços Financeiros da Febraban. O sistema serve, entre outras coisas, para consultar tarifas por banco e comparar tarifas entre bancos.

O projeto STAR foi concebido para atender uma série de necessidades ligadas ao tema, tanto do público em geral, quanto de órgãos de defesa do consumidor, entidades governamentais e até mesmo das próprias instituições financeiras.
Entre os principais objetivos do sistema incluem-se efetivar uma padronização da nomenclatura dos produtos e serviços mais básicos e mais usados e, em especial, garantir maior transparência na forma de divulgação dos preços praticados. Assim, clientes e usuários do sistema bancário contarão com um mecanismo que permita comparar diretamente os preços dos serviços e produtos oferecidos pelas instituições financeiras participantes do sistema, fortalecendo ainda mais as bases da livre concorrência.
Para mais detalhes, clique aqui.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

As Ações do Futuro


Em mais uma matéria muito legal da revista Exame (Ações para a Aposentadoria, 12 de setembro), 15 especialistas indicaram os melhores papéis e estratégias para quem pretende fazer da bolsa a sua previdência.
A carteira abaixo é composta por empresas de setores promissores e estão na ordem do menor para o maior risco. Além do nome da empresa e do código na Bovespa, também foi definido o setor e o porquê dela ser uma boa opção:

  • Vale do Rio Doce (VALE5) - Mineração: Após a compra da Inco, entrou para o grupo das mineradoras globais, com oferta diversificada de produtos. Ganha com a crescente demanda da China e Índia.
  • Gerdau (GGBR4) - Siderurgia: Fornecedora de aço para construtoras e montadoras, deve aumentar suas vendas com o esperado crescimento da economia brasileira.
  • Bradesco (BBDC4) - Banco: Com uma sólida carteira de crédito, o Bradesco é um dos bancos que mais se beneficiam do esperado aumento da renda e do volume de empréstimos.
  • Cemig (CMIG4) - Energia elétrica: As tarifas de energia devem subir nos próximos anos, puxadas pela alta da demanda. A Cemig também é atrativa por pagar dividendos elevados.
  • Petrobras (PETR4) - Petróleo: A estatal está se consolidando com uma empresa de combustíveis, com investimento em gás e biodiesel, além do setor de petróleo.
  • Weg (WEGE3) - Máquinas: Uma das maiores fabricantes de motores e equipamentos elétricos do mundo, é bem administrada e tem custos de produção baixos.
  • CCR Rodovias (CCRO3) - Transportes: É vista como uma candidata forte para vencer licitações de rodovias que a União e os governos estaduais devem promover nos próximos anos.
  • Perdigão (PRGA3) - Alimentos: A demanda por alimentos de proteína animal está em alta, especialmente na Ásia, e espera-se que os custos de produção diminuam.
  • Duratex (DURA4) - Material de construção: O boom da construção favorece a companhia, uma das poucas empresas da bolsa que produzem materiais para acabamento.
  • Eletrobrás (ELET3) - Energia elétrica: Deve passar por melhorias de gestão, que tendem a reduzir o desconto que a ação tem em relação a outras do setor.
Uma dica importante é que essa carteira seja reavaliada pelo menos uma vez por ano.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Tarifas Bancárias

Dizem por aí que gosto é que nem... nariz, cada um tem o seu! Pois é, esta regra vale inclusive na hora de escolher o seu banco predileto. Enquanto algumas pessoas dão mais valor à tarifas baratas, outras preferem qualidade no atendimento ou até mesmo a usabilidade do internet banking.

Uma pesquisa do Procon-SP mostrou que os gastos médios com tarifas bancárias chegam a quase R$30,00 mensais (o que representa aproximadamente 8% de um salário mínimo).

  • Uma conta rápida: se um trabalhador, ao invés de gastar com bancos, guardasse numa caderneta de poupança esses 8% do seu salário mínimo durante seus 35 anos de contribuição, teria um bônus de impressionantes R$400,00 na sua aposentadoria! Mas você, um investidor sedento pelos seus 1,5% ao mês, atingiria o seu primeiro milhão logo ao término destes anos de serviço!

A pesquisa do Procon concluiu também que as pessoas perdem este dinheiro sem sentir! Por isso é que é importante observar e acompanhar as tarifas do seu banco. A maioria deles disponibiliza programas de relacionamento para conquistar e manter os seus clientes, através de planos de investimentos, seguros e outros serviços. Se você já tem uma conta aberta, procure conversar com o seu gerente.

Mas a melhor hora para se informar sobre tudo isso é mesmo na abertura de uma nova conta corrente. Pensando nisso, a FEBRABAN lançou anteontem, na internet, um "ensaio" do serviço de comparação de taxas bancárias, que pode ser acessado neste link.
"Ensaio" porque só vão lançar o sistema de verdade no dia 18 desse mês. Por enquanto só estão as tabelas de preços das tarifas de 25 bancos lá.
Parece uma coisa simples, mas nem uma padronização da terminologia dos serviços existia até então... Ponto para a FEBRABAN!

Nós, por aqui, vamos ficar ligados para ver como será esse sistema.

E você, está satisfeito com seu banco?





quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Investimentos Socialmente Responsáveis


Aplicar na Bolsa, visando à formação de patrimônio ou reservas para utilização futura, envolve normalmente um horizonte de longo prazo. Selecionar empresas com práticas socialmente responsáveis e sustentabilidade no longo prazo, é o caminho natural para os investidores com essa política de gestão. A procura por empresas socialmente responsáveis não é recente. Os primeiros fundos de investimento com esse foco surgiram em meados da década de 1980.
Os investimentos SRI está crescendo rapidamente nos EUA. De acordo com o 2005 Report on Socially Responsible Investiment (SRI) Trends in the United States, de 1995 a 2005 o montante de investimento envolvido com SRI cresceu 260%. Ao final de 2005, dos US$ 24,4 trilhões aplicados na indústria de fundos, US$ 2,3 trilhões - quase 10% - estavam aplicados em fundos SRI.
No Brasil, essa tendência já teve início e há expectativa de que ela cresça e se consolide rapidamente. Atentas a isso, a BOVESPA, em conjunto com associações e ONGs, decidiram unir esforços para criar um índice de ações que seja um referencial para os investimentos socialmente responsáveis, o ISE – Índice de Sustentabilidade Empresarial.
O ISE tem por objetivo refletir o retorno de uma carteira composta por ações de empresas com reconhecido comprometimento com a responsabilidade social e a sustentabilidade empresarial, e também atuar como promotor das boas práticas no meio empresarial brasileiro. As principais características do ISE são:

  • Ser composto por empresas que se destacam em responsabilidade social, com sustentabilidade no longo prazo.
  • Ser um referencial do desempenho das ações desse tipo de empresa.
  • Ser percebido como tal pelo mercado (credibilidade).
  • Estimular boa práticas por parte das demais empresas.
Mais detalhes sobre o índice, composição da carteira, rentabilidade e outras informações, cliquem aqui.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

BÊ-A-BÁ (PARTE 1)

Nos últimos dias temos recebido muitas sugestões de temas para serem explorados aui no blog. Dentre eles, o mais cotado é o "bê-a-bá" do investidor. Ou seja: o que uma pessoa precisa saber para começar a investir?

Em gratidão aos nossos leitores, aí abaixo vai um compacto da resposta.
Caso permaneça alguma dúvida, ou item que não foi tratado, fiquem à vontade para comentar o post e interagir!


Risco
É o grau de incerteza sobre o retorno de um investimento. Imagine-se pulando de uma ponte bem alta... qual a probabilidade de você chegar lá em baixo vivo? Isso mesmo... depende! Se estiver usando uma pára-quedas, o risco é (quase) zero.
Com dinheiro é a mesma coisa. No mercado financeiro, o risco normalmente é proporcional ao rendimento - ou seja, quanto maior o risco, maior o ganho. Porém, procurando direitinho, é possível encontrar investimentos que garantem um bom retorno sem risco, por exemplo o Tesouro Direto.
Fundos de Investimento de risco normalmente preservam uma parte do seu montante investido em coisas seguras. O que determina o grau de risco destes fundos é justamente esta proporção.
Lembrando que riscos não são só aspectos de mercado... envolvem também questões políticas, sociais, tecnológicas, ambientais, etc.

Prazo/Carência
"Prazo" é o tempo em que a corretora acredita que o seu investimento vai obter o máximo de rentabilidade. Normalmente, o prazo também tem algum relacionamento com o risco. Tanto que é possível ver em alguns investimentos, por exemplo títulos de capitalização, que impõem prazo de carência: caso você precise sacar o seu dinheiro antes desse prazo você pagará uma multa, ou coisa parecida. Entende-se por "Curto prazo" um período de 180 dias. Médio e longo prazos variam de acordo com a estratégia de cada investidor.

Referência
Um metro vale um metro em todo canto. Um quilo também. Infelizmente com dinheiro não é assim. Por isso, quando for analisar investimentos, busque saber a referência que está sendo utilizada. Quando Critóvão Colombo disse que a Terra era redonda, foi difícil de acreditar, por que as referências indicavam o contrário. Porém, há milhões de anos já se sabia disso. Já se havia, inclusive, calculado o diâmetro da terra.
Por isso, para qualquer investimento, é preciso saber quais são as referências, para não analisá-los de uma forma errada.
Quando tratamos de Ações do mercado financeiro, no Brasil, o índice mais utilizado é o ibovespa (mas existem outros!). A taxa de juros - a Selic - é o indexador da maioria dos fundos de renda fixa.

Liquidez
Representa o valor de mercado - ou seja, a facilidade de venda e compra. É igualzinho ao seu carro velho. Quem comprou um Gol geração II, há dez anos atrás, venderia hoje muito mais fácil do que se tivesse comprado um Logus (!?). Atualmente, o carro mais líquido do mercado é o FIAT Palio. Da mesma forma, as ações mais líquidas do mercado financeiro brasileiro, desde 2005, são da Petrobrás.
A liquidez do seu investimento pode ser calculada pelo prazo de "liquidação", ou seja, se você solicitar um saque hoje, receberá o dinheiro daqui há quantos dias úteis? No caso da Poupança é isso é instantâneo. Para ações, o cálculo é um pouco mais complicado, envolve principalmente a saúde financeira da empresa em questão.

Tributação
Imposto de renda, IOF e taxa de administração. Se alguém quiser lhe cobrar mais alguma coisa, desconfie!
Para o imposto de renda o cálculo é simples, pode ser visto neste link.
O IOF é o Imposto sobre Operações Financeiras, que combate os apressadinhos e os indecisos, ou seja, ao realizar o resgate de um investimento de renda fixa em menos de 30 dias, uma parcela do rendimento é abocanhada pelo governo. Esta parcela diminui com o passar dos dias, até chegar a zero no trigésimo dia.
A taxa de administração é a remuneração do seu banco ou corretora, pelo serviço de administração do seu dinheiro. Normalmente é cobrada em cima apenas do seu rendimento. Isso quer dizer que se você perde, o administrador deixa de ganhar... então ele vai se esforçar ao máximo para o seu investimento render bem!
Todas essas taxas são recolhidas na fonte, ou seja, a corretora é que deduz do seu dinheiro e paga o imposto.

Cenário Futuro
Quando o investimento trata-se de ações ou coisas físicas de risco, o que vai determinar se o investimento é bom ou ruim é o seu cenário futuro. Por exemplo, comprar um apartamento às margens de um bairro em expansão é garantia de rendimento. Por outro lado, um apartamento em um bairro em decadência na sua cidade representa prejuízo certo. Com ações é a mesma lógica.
Mas não é fácil adivinhar o futuro. Por isso, existem duas escolas de análise de cenários futuros: a Fundamentalista, que analisa a empresa em seus detalhes, incluindo até o currículo das pessoas que estão na sua administração; e a Técnica, que é baseada na análise dos cenários passados da empresa - no comportamento dos gráficos dos valores das suas ações - e em fatos pontuais.
Para ter uma noção de como não é simples traçar cenários futuros, vamos ver um exemplo: Ontem a petrobrás anunciou a descoberta de um novo campo de óleo no Rio de Janeiro. Isso aparentemente indicaria que suas ações iriam subir... Porém, a expectativa de recessão nos EUA faz com que os investidores estrangeiros no Brasil resgatem os seus investimentos mais líquidos que são... ? Pois é, definitivamente não é fácil.

Perfil
Realmente é preciso observar alguns pontos-chaves para decidir qual investimento é melhor - quero dizer, mais adequado - para você mesmo. E o mais importante deles é o seu perfil de investidor. O que quer dizer isso? É possível obter muitas respostas quando perguntamos "qual o seu objetivo como investidor"?
Algumas pessoas não admitem a possibilidade de colocar em jogo o seu suado dinheirinho que compõe a sua poupança... outros não estão nem aí pra isso. Alguns procuram apenas uma forma de conservar seu patrimônio, ou seja: "se eu ficar com esse dinheiro na mão, eu gasto! Então é melhor aplicar." Outros investem por que pensam em obter uma rentabilidade que lhe garanta uma boa aposentadoria, outros por que querem ficar ricos e por aí vai. Cada pessoa apresenta uma necessidade e um comportamento diferente.

Portanto, conhecer o seu perfil antes de iniciar qualquer negócio pode evitar muita dor de cabeça. No fim das contas, isso é que vai determinar o grau de risco, o prazo, a liquidez e outras variáveis dos investimentos mais adequados pra você.

Se você digitar "teste de perfil do investidor" no Google vai obter mais de 73 mil resultados.
Pra ficar mais fácil, vá diretor ver este teste, que é do Banco do Brasil.
Normalmente todo banco disponibiliza um teste parecido com esse. Procure preferencialmente no site do seu banco.

E lembre-se também de não andar por aí sem o seu dicionário de investidor na mão, ok?

Boa sorte!


segunda-feira, 10 de setembro de 2007

O VALOR DO AMANHÃ

Assistindo ao Fantástico ontem, vi um programa da série O Valor do Amanhã muito legal. Mostrava dois problemas muito comuns nas pessoas e que se aplicam muito bem nos assuntos que abordamos aqui no blog.

Duas grandes ameaças rondam nossas ações no tempo. São como ilusões de ótica, alterações de foco na visão que temos do presente e do futuro. A ‘miopia temporal’ é uma delas. A ‘miopia’ é pecar pelo excesso de imediatismo e de impaciência. O prazer do momento nos faz sonhar acordado e esquecer o amanhã. A ‘miopia temporal’ ocorre quando damos um valor exagerado ao que está próximo de nós no tempo, em prejuízo do que se está mais afastado. Parece fácil corrigir a miopia quando a tentação anda longe. É como jurar não exagerar na bebida quando se está de ressaca, ou decidir começar a dieta na segunda que vem.

A ‘hipermetropia’ é o contrário da ‘miopia’: ela acontece quando damos um valor excessivo ao amanhã em prejuízo do aqui e agora. Nos casos de hipermetropia temporal, pecamos por um excesso de prudência e um temor exagerado em relação ao futuro. Uma preocupação perfeitamente natural com saúde, dinheiro ou beleza podem se tornar obsessões que arruínam uma vida.

O recado que fica aqui é a importância de se preocupar com o nosso futuro, mas sem nunca se esquecer de aproveitar o presente. De nada adianta se preparar para garantir nosso futuro se nos privarmos de coisas que nos façam continuamente felizes desde agora. Não invista tudo que sobrar. Separe um pouco também para satisfações pessoais e para ajudar/presentear pessoas que você preza. Estou começando a entender melhor a proposta de T. Harv Eker, que apresentei num post anterior.

Para mais informações sobre o tema, leiam a entrevista do economista Eduardo Giannetti, autor do livro O Valor do Amanhã, concedida para a revista Veja, em 9 de novembro de 2005.




sexta-feira, 7 de setembro de 2007

12 negócios em TI para ganhar R$1 milhão


A matéria de capa da revista Info Exame (12 Negócios de Tecnologia, Setembro 2007) está muito interessante. Além de citar esses doze negócios (com investimento mínimo, equipe inicial, retorno previsto e risco), tem um passo-a-passo para fazer seu plano de negócios e ainda um mapa do dinheiro: onde e como conseguir capital para iniciar ou ampliar seu negócio. As doze sugestões são:

  1. Aplicativos para Smartphones: desenvolvimento de aplicativos para smartphones.
  2. Suporte para Notebooks: Assistência técnica e venda de notebooks e acessórios.
  3. Ambientes 3D: Criação de gráficos 3D para web.
  4. Marketing de Buscas: Serviço que combina otimização de sites para busca e consultoria em publicidade online.
  5. Vídeo Digital: Produção de vídeo para a web, dispositivos móveis e TV digital.
  6. VoIP Customizado: Projeto e instalação de sistemas de telefonia para empresas.
  7. Segurança: Consultoria em segurança para empresas.
  8. Revenda de TI: Consultoria, implantação, suporte, assistência e revenda de equipamentos e aplicativos para pequenas empresas.
  9. Tecnologia para Pequenas Empresas: Desenvolvimento de aplicativos para pequenas empresas.
  10. Aplicações RIA (Rich Internet Applications): Desenvolvimento de aplicativos para site onde parte do processamento é feito no PC.
  11. Usabilidade: Consultoria em usabilidade para sites e desenvolvedores de aplicativos.
  12. Monitoramento de Marcas: Acompanhamento da opinião sobre marcas e produtos em blogs e comunidades online.
Para quem já está em alguma dessas áreas ou tem interesse em estar, essa matéria é um complemento interessante. A parte sobre plano de negócios e investidores, apesar de simples, já dá uma idéia inicial do que você encontrará pela frente.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Imóveis: Invista e economize no IR


Já li em alguns livros, como Pai Rico, Pai Pobre, de Robert T. Kiyosaki e Sharon L. Lechter, que muitas vezes vale a pena abrir uma microempresa para gerir seus investimentos. A principal vantagem sobre isso é a seguinte: como pessoa física, você recebe seu salário, paga os impostos e gasta o restante. Já como pessoa física, você tem suas receitas, paga suas despesas e paga impostos sobre o lucro. Além disso, dependendo do valor, seus rendimentos podem ser enquadrados na maior faixa do imposto de renda: 27,5%, para valores superiores a R$ 2.625,12. O imposto cobrado para microempresas é bem menor que isso.

O objetivo desse post é dar dicas de como aproveitar oportunidades legais para reduzir o valor dos impostos pagos. Apesar de poder ser aplicado para diversas áreas, vou focar na área de investimentos em imóveis, área essa que tenho lido a respeito ultimamente. Um conselho para quem pensa em comprar, vender ou alugar um imóvel é abrir uma microempresa. Apesar de não ser algo muito simples (principalmente em se tratando da burocracia do nosso país), vale a pena para quem quer aplicar continuamente no setor.

A principal vantagem já está diretamente ligada ao valor do imposto pago sobre a renda proveniente desse negócio: enquanto pessoas físicas podem pagar até 27,5% de IR, as empresas pagam - no máximo - 14% de imposto de renda sobre os rendimentos obtidos com imóveis alugados. Outro conselho é aproveitar as novas leis aprovadas em 2005, que isentam certos negócios. Está isento de imposto sobre a venda de uma casa ou apartamento quem usar o dinheiro para comprar outro imóvel em até seis meses.

É isso, pessoal. Como falei anteriormente, essas dicas estão diretamente relacionadas aos imóveis, mas vários outros nichos de mercado têm as mesmas vantagens. Basta procurar essas informações. A principal fonte para essas informações foi Monteiro, Neves e Fleury Advogados.